Nota do editor: este texto foi publicado originalmente em setembro de 2018, quando o cashback ainda era novidade no mercado brasileiro de cartões. Mantivemos o registro da época e atualizamos com o que aconteceu com a Trigg desde então.
Resposta direta: a Trigg não acabou. Em 2024 a operação de cartões passou a ser administrada pela DM, e os cartões seguem ativos com a marca Trigg mantida. O que mudou de verdade foi o mercado: o cashback, que era diferencial raro em 2018, virou item comum na maioria dos cartões.
O que este post dizia em 2018
O texto original apresentava a Trigg como um cartão digital que devolvia parte do dinheiro a cada compra — “basicamente pagar para que você use o cartão”. O argumento central era o cansaço com programas de pontos: acumular em vários lugares e depois penar para conseguir trocar.
Aquele diagnóstico estava certo. Em 2018, cashback era conceito “pouco usado no Brasil”, como dizia o post. Enquanto o mercado inteiro competia por programas de pontos, a proposta de simplesmente devolver dinheiro na fatura era genuinamente diferente.
O que aconteceu com a Trigg
A fintech foi criada em 2017 com a proposta de um cartão totalmente digital com cashback. A emissão e a administração ficavam a cargo da instituição financeira Omni.
Em 2024, a gestão da carteira de clientes foi transferida para a DM, que passou a administrar a operação de cartões. Não houve encerramento: a marca Trigg permaneceu, os cartões continuaram funcionando e os canais de atendimento seguiram os mesmos. Foi troca de administrador, não fim de operação.
Vale a correção de rumo em relação ao título original: dizer que um cartão é “melhor que o Nubank” não se sustenta. Cartão bom é o que se encaixa no seu perfil de gasto, e isso varia de pessoa para pessoa.
O cashback virou padrão — e isso muda a análise
A principal mudança de 2018 para cá não foi na Trigg, foi no mercado. Hoje encontrar cashback é fácil; o difícil é avaliar se o cashback oferecido vale alguma coisa. Alguns pontos que quase ninguém confere:
- Percentual real: muitas ofertas anunciam um número alto válido só em categorias específicas ou no primeiro mês.
- Teto mensal: é comum haver limite de devolução, o que reduz o ganho de quem gasta mais.
- Forma de resgate: abatimento na fatura vale mais que crédito em loja parceira.
- Anuidade: um cashback de 1% só se paga acima de determinado gasto — abaixo disso, a anuidade come o benefício.
- Prazo de liberação: valores que demoram meses para cair perdem relevância.
A conta que resolve é sempre a mesma: multiplique seu gasto anual pelo percentual real de cashback e compare com a anuidade cheia. Se a diferença for pequena, o cashback é marketing, não benefício.
Cashback ou milhas?
Depende do que você faz com o benefício. Cashback é previsível e líquido: entra como desconto e pronto. Milhas podem valer mais por real gasto, mas exigem planejamento, disciplina de resgate e toleram menos improviso.
Regra prática: quem viaja pelo menos duas vezes por ano e planeja com antecedência tende a extrair mais de milhas. Quem viaja pouco ou não quer administrar programa nenhum ganha mais com cashback.
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Perguntas frequentes
O cartão Trigg ainda funciona?
Sim. Desde 2024 a operação é administrada pela DM, com a marca Trigg mantida e os cartões ativos.
Preciso de convite para pedir?
O modelo de convite era prática comum entre fintechs em 2017 e 2018 para controlar o crescimento da base. Hoje a solicitação de cartões digitais costuma ser aberta — confirme o processo atual no canal oficial.
Cashback ainda é vantagem?
É, mas deixou de ser diferencial. Como virou padrão, a comparação precisa considerar percentual real, teto, forma de resgate e anuidade.
Conteúdo atualizado em julho de 2026. Condições de qualquer cartão mudam — confirme nos canais oficiais antes de contratar. Conteúdo informativo, sem vínculo com as instituições citadas.
